Teorias da depressão

1939 palavras 8 páginas
TEORIAS DA DEPRESSÃO

TEORIA BIOLÓGICA

A abordagem biológica da depressão assenta no pressuposto de que existe um problema relacionado com as monoaminas, especialmente a norepinefrina e a serotonina. De acordo com os estudos realizados, este problema terá a ver com um défice na atividade dos neurotransmissores e as razões para este problema poderão ser várias, no entanto, a hipótese mais comum entre a classe médica e farmacêutica é a seguinte:

TEORIA MONOAMINÉRGICA DA DEPRESSÃO

No final dos anos 50 surgiu acidentalmente o primeiro antidepressivo cuja aplicação visava o tratamento da esquizofrenia. Foi através disto que surgiu a teoria biológica da depressão visto ter-se compreendido que o antidepressivo aumentava a concentração
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Ou seja, coexiste um sentimento de ambivalência (amor e ódio) que se encontra ausente no luto. No instável equilíbrio dessa ambivalência, o ódio triunfa e destrói as «fontes de vida» dando origem à desesperança” (Afonso, 2004:39). É feita uma projeção deste sentimento para o exterior, levando o indivíduo a responsabilizar o mundo pela sua infelicidade. Surgem impulsos perversos, desejo de vingança e atitudes hostis em relação às pessoas, no entanto, aquando da supressão desses impulsos verificam-se sentimentos de culpa e auto condenação que levam a estados melancólicos.
Abraham associou, ainda, o aparecimento do mal-estar depressivo na idade adulta a diversas dificuldades existentes ao longo do processo de crescimento e/ou na infância que, por sua vez, originam estados melancólicos e depressivos. No geral, o que o teórico defende é que a origem destas dificuldades encontra-se na perda ou na falta de amor na criança.
Por sua vez, Melanie Klein, também discípula de Freud, estabeleceu na sua teoria dois estados mentais que se sucedem ao longo do desenvolvimento da vida mental da criança: “ao primeiro chamou «posição esquizo-paranóide», do qual se transita para um segundo denominado «posição depressiva» “. (Afonso, 2004:39)
Segundo Klein, é durante o primeiro ano de vida das crianças que se forma a base do que mais tarde pode ser o sofrimento depressivo, ou seja, todas as crianças atravessam um estado evolutivo denominado posição depressiva e que,

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