Trabalho de história - a educação em angola.doc

8021 palavras 33 páginas
CAP.I- CONCEITOS GERAIS

1.1-CONCEITO DE EDUCAÇÃO

No sentido mais amplo, educação é um processo de actuação de uma comunidade sobre o desenvolvimento do indivíduo a fim de que ele possa actuar em uma sociedade pronta para a busca da aceitação dos objectivos colectivos. Para tal educação, devemos considerar o homem no plano físico e intelectual consciente das possibilidades e limitações, capaz de compreender e reflectir sobre a realidade do mundo que o cerca, devendo considerar seu papel de transformação social como uma sociedade que supere nos dias actuais a economia e a política, buscando solidariedade entre as pessoas, respeitando as diferenças individuais de cada um.

Segundo o dicionário Aurélio, educação é o
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2.2-A EDUCAÇÃO EM ANGOLA NO PERÍODO COLONIAL

Para falar-mos da educação em Angola neste período, é de salientar primeiramente como estes colonialistas encaravam o povo angolano e até em que ponto eles poderiam pensar em dar educação diferente da que este povo tinha. Como se pode depreender das ideias veiculadas pelo pensamento colonial, o africano passou a ser um indivíduo coisificado e a colonização a que esteve sujeito reduziu-o aos olhos do colonizador, a um mero objecto e as diferenças culturais e de raça originaram estereótipos tais como a sua pretensa inferioridade e a um conjunto de comentários nada abonatórios, várias vezes veiculados pelos colonialistas. Pondo ênfase na sua pretensa superioridade racial e cultural, os colonialistas viam o africano como um ser inferior e cognitivamente atrasado e, por isso, desqualificavam-no da esfera das relações sociais. A desqualificação tinha assim como função desacreditar o africano e todas as suas acções, modo e estilos de vida para assim o desumanizar e melhor o explorar. Com isto dizer que, os colonialistas tinham o povo africano como um objecto, um animal irracional, partindo deste princípio, um objecto ou animal irracional não tem direito a educação. Segundo Oliveira Martins, nas suas abordagens comparava o Negro a um animal na mesma escala que os símios (1953: 212) ou a uma criança

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