Trivializacao dos Direitos humanos

8130 palavras 33 páginas
A TRIVIALIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Qualquer profissional em sua área distinta e capaz, de "fazer o trivial". Esta expressão bastante comum denota um sentido da palavra trivial, para o qual chamamos a atenção. Uma coisa se torna trivial quando perdemos a capacidade de diferenciá-la e avaliá-la, quando ela se torna tão comum que passamos a conviver com ela sem sequer nos apercebermos disto. O trivial é, pois, "algo que gera alta indiferença em face das diferenças" (cf. Luhmann, 1972, v.2:255). O tema dos direitos humanos constitui, sem dúvida, uma preocupação jurídica universal. Largamente discutido e explorado, sua menção entre os juristas tende a evocar conhecidas fórmulas, algumas até de gosto retórico duvidoso, muitas
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Eram bens que pereciam. A produção destes bens exigia instrumentos que se confundiam com o próprio corpo: as mãos, os braços ou suas extensões, a faca, o cutelo, o arado. Neste sentido, o homem que labuta, o operário, pode ser chamada de animal laborans. O lugar próprio da labuta era a casa (oikia, domus) e a disciplina que lhe correspondia era a economia (de oiko — nomos). A casa era a sede da família e as relações familiares eram baseadas na diferença: relações de superior e inferior, de comando e obediência, donde a idéia do pater familias, do pai, senhor de sua mulher, seus filhos e seus escravos. Isto constituía a esfera privada. A palavra privado tinha aqui o sentido de privus, de ser privado de, daquele âmbito em que o homem, submetido às necessidades da natureza, buscava a sua utilidade no sentido de meios de sobrevivência. Neste espaço não havia liberdade, da qual se estava privado, em termos de uma participação num autogoverno comum, pois todos, inclusive o senhor, estavam sob a coação da necessidade. Liberar-se desta condição era privilégio de alguns, os cidadãos ou cives. O cidadão exercia sua atividade própria num outro âmbito, a polis ou civitas, que constituía a esfera pública. Aí ele se encontrava entre os seus iguais, sendo livre a sua atividade. Esta merecia a denominação de ação (action, Handlung). A ação partilhava uma das características da labuta, sua fugacidade, futilidade e perecividade, posto que era concebida como um

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