Utilitarismo e deontologia

1557 palavras 7 páginas
A vida de David Gale: pensamento utilitarista e deontologista

Jéssica Lima de Moura
Resumo

Este trabalho tem como objetivo fazer um paralelo entre a filosofia ética utilitarista e a deontologista, tendo como referencial o filme “A vida de vida Gale”. Analisar os principais pontos abordados no filme e julgá-los eticamente segundo a visão utilitarista e deontológica de Mill, Hume e Kant.

Palavras-chave: Deontologia. Utilitarismo. Pena de morte. Ética.

Introdução O filme “A vida de David Gale” mostra a realidade do sistema penitenciário dos Estados Unidos, que utilizam a pena de morte como punição para alguns crimes. Conta ainda a história de dois ativistas que lutam contra isto, pois afirmam que pessoas inocentes são
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Contudo, a pena capital é uma exceção a esta regra, onde o crime é cometido com a intenção de prevenir o “mal maior”. Mas, seria esta ação justa?
O utilitarismo leva em consideração as regras morais comuns e aconselha que utilizemos o nível intuitivo nas decisões do dia a dia, ou seja, obedecer a lei, viver de acordo com aquelas experiências que já nos mostraram levar-nos a melhores resultados. Já em casos como esse onde percebemos um conflito entre a lei e a ação, ou até mesmo um credo religioso, o nível crítico é o adequado, pois exige uma reflexão demasiada complexa.
De acordo com a ética utilitarista o que importa é a consequência. Sendo assim, não seria levada em conta a morte do assassino, mas sim as vidas que provavelmente correriam perigo caso este fosse solto. O cálculo utilitarista apontaria que a ação que mais maximizaria o bem seria a morte do assassino.
Dentro da ética deontologista, matar o assassino não seria nem ao menos uma opção, pois para os deontologistas, uma ação só deve ser executada caso não infrinja um dos nossos deveres. Além disso, a deontologia não tem como princípio primordial ético a consequência. Para os seguidores desta corrente, matar uma pessoa para poupar outras não é uma atitude moral correta, pois infringe a lei, que seria, segundo eles, um de nossos deveres. E, além disso, utiliza a pessoa como um meio para alcançar um fim. Uma atitude condenada por alguns deontologistas, incluindo Kant.

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