Avaliação da função fagocitária em remanescentes de esplenectomia subtotal e auto-implante esplênico autógeno

Enviado por Andy Petroianu


 

RESUMO

Para diminuir os efeitos adversos da esplenectomia total, abordagens conservadoras devem ser tentadas, quando for possível. Esplenectomia subtotal e auto-implantes esplênicos são boas alternativas nessa situação. O objetivo do presente estudo foi comparar as funções fagocitárias do pólo superior remanescente de esplenectomia subtotal e de tecido esplênico implantado no omento maior. Esta investigação foi conduzida em 35 ratos Holtzman adultos de ambos os sexos. Todos os animais foram submetidos a esplenectomia subtotal preservando o pólo superior suprido pelos vasos esplenogástricos e a auto-implante do segmento esplênico removido, no omento maior. A função fagocitária foi verificada por dois métodos diferentes: cintilografia com enxofre coloidal marcado com 99mTc e contagem, ao microscópio, de macrófagos que continham carbono coloidal. Durante os três primeiros meses, a fagocitose foi maior no pólo superior remanescente. Após esse período, não houve diferença entre o pólo superior e o auto-implante. Concluindo, o remanescente de esplenectomia subtotal e o auto-implante esplênico mantêm a função de filtração do baço mediante remoção de partículas coloidais do sangue.

Palavras-chaves: Baço; função fagocitária; macrófago; esplenectomia subtotal; auto-implante esplênico.

 

ABSTRACT

In order to diminish the adverse effects of total splenectomy, a conservative approach must be performed whenever possible. Subtotal splenectomy and splenic autotransplantation are good alternatives in such cases. The purpose of the present study was to compare the phagocytic function of the upper pole remnant of subtotal splenectomy and of autologous spleen tissue implanted into the greater omentum. This investigation was carried out on 35 adult Holtzman rats of both sexes. All animals were submitted to subtotal splenectomy, preserving the upper pole supplied by the splenogastric vessels and autotransplantation of the removed splenic segment on the greater omentum. The phagocytic function of the splenic remnants was verified by two different methods: scintigraphy with 99mTc sulfur colloid and microscopic counting of macrophages containing carbon colloid. During the first three months, the phagocytosis was higher in the remnant upper pole. After this time, there was no difference between the upper pole and the splenic autotransplant. In conclusion, the remnant of subtotal splenectomy and the splenic autotransplant maintain the filtering function of the spleen by removing colloid particles from the blood.

Key Words: Spleen, Macrophage, Phagocytosis, Subtotal splenectomy, Autologous splenic transplantation.

 


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