Empréstimos línguísticos no vocabulário do futebol



  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Procedimentos metodológicos
  4. A linguagem da imprensa
  5. Neologia e Neologismo
  6. Estrangeirismo X empréstimo
  7. Processo de integração dos empréstimos
  8. Análise do corpus Instituído
  9. Considerações finais
  10. Bibliografia

Resumo:

A partir de uma investigação sistemática em jornais do eixo Rio São Paulo, procedeu-se a uma averiguação metódica das constantes lexicais referentes a empréstimos lingüísticos empregados e disseminados pela mídia impressa contemporânea, quando veiculam assuntos relativos ao universo do futebol. Procurou-se analisar a trajetória e os processos lexicogênicos que determinaram a integração dos neologismos por empréstimo, empregados na linguagem particular do futebol, ao léxico global da língua.

Unitermos: Léxico; lexicologia; neologismo; empréstimos; estrangeirismos.

Abstract: Through a systematic investigation done in newspaper from Rio de Janeiro and São Paulo, a methodological research was performed about the constant lexical referring to some language terms taken from foreign countries and spread from the contemporary press media, when subjects related to soccer are brought up. An effort was made in order to analyze the ways and the lexical processes that determine the integration of the neologism used in the soccer particular language to the global lexical that the language is for itself.

Key words:; Lexical, lexicology, neologism, foreign words.

Introdução

Este artigo tem por objetivo dimensionar o registro do futebol na mídia impressa, por meio de suas normas peculiares de escritura, averiguar o grau de formalização e a intensidade de ocorrências do emprego de itens lexicais vindos de outros sistemas lingüísticos, notadamente os da língua inglesa.

O futebol, surgido na China em 2600 a.C., chegou à Península Itálica por volta do Séc. X a.C, trazido pelos gregos e, posteriormente, foi levado às Ilhas Britânicas pelos romanos, onde, já no início do Séc. XIX, recebeu regras que o normatizaram como esporte.

Por volta de 1874, o futebol chegou ao Brasil por intermédio de marinheiros ingleses. A princípio, a nova e elitista modalidade esportiva era, geralmente, praticada em praias e campos improvisados por empregados de empresas britânicas que formavam seus times e, também, por jovens de famílias abastadas que iam estudar na Europa e lá tomavam contato com o futebol.

Procedimentos metodológicos

Por meio de um acompanhamento sistemático, na mídia impressa brasileira contemporânea, procedeu-se a uma investigação de caráter temático-lexical que obedeceu às seguintes orientações metodológicas:

1ª Fase: - Levantamento bibliográfico envolvendo os pontos básicos que serviram de aparato teórico ao desenvolvimento do trabalho;

2ª Fase: - Levantamento do corpus - os empréstimos originários da língua inglesa que, fundamentalmente, constituem o corpus, foram rastreados na mídia impressa (jornais e revistas em suas modalidades convencional e on line). O observatório restringiu-se a um levantamento na imprensa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de um recorte cronológico com início em 1995 até 2004. A imprensa do eixo Rio-São Paulo foi escolhida como foco de observações pela facilidade operacional.

3ª Fase: Análise dos itens lexicais, constitutivos do corpus, sua lexicogênese, sua tipologia neológica e as adaptações fonéticas, ortográficas e morfossintáticas recebidas pelos empréstimos lexicais, para sua integração ao léxico global da língua portuguesa.

4ª- Fase: Consulta e cotejo dos itens lexicais extraídos no corpus, com o Dicionário da Língua Portuguesa – Novo Aurélio Séc. XXI e o Prático Dicionário Michaellis – Português-Inglês e Inglês-Português, a fim de outorgar-lhes a rubrica de estrangeirismo ou empréstimo.

Os itens lexicais que constituem o corpus do trabalho foram analisados, em sua tipologia neológica, pelas concepções teórico-lingüísticas propostas por Alves (1990).

A linguagem da imprensa

Optou-se, neste observatório, por direcionar as atenções no registro da imprensa escrita (convencional e on line), por ser ela portadora de um estatuto mais substancioso e formal em relação à imprensa falada.

O registro jornalístico caracteriza-se pela função referencial, por introduzir o leitor na realidade do mundo, conciliando a eficiência da comunicação à receptividade social.

Basicamente, a diferença entre a mídia esportiva impressa e a mídia esportiva eletrônica (rádio e televisão) está no tratamento que cada uma delas dá à sua matéria prima: a palavra.

Ao contrário do profissional que milita na imprensa falada, o redator esportivo, via de regra, cultiva uma linguagem que difere da de outros órgãos de divulgação em massa, embora, democraticamente, compartilhe inúmeros vocábulos e expressões utilizados por suas co-irmãs (rádio e televisão). Percebe-se, contudo, que o redator tem sua criatividade semântico/vocabular delimitada pelos espaços correspondentes às colunas do jornal ou da revista que publicam seus textos, o que justifica o emprego de uma linguagem mais conservadora.


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