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Influências da atitude dos encarregados de educação face à escola no aproveitamento escolar dos alunos (página 2)


Resumindo:

» O encarregado de educação, nem sempre tem ligação familiar com seu educando, pode não ter laço de consanguinidade e ter relações jurídicas de tutela;

» Ser encarregado educação, é uma responsabilidade que se assume, quase como uma exigência mora angolana.

À diferença com o Europeu e com um país desenvolvido, é que a família ai quase que se restringe aos pais e filhos em primeiro lugar e depois aos tios-avós e primos indicados por graus der parentesco. A família angolana, tem um sentido lato, mas amplo. Efectiva e motivante, inclui todos os indivíduos que coabitam em comunhão de mesa. Pensamos ser esta razão que leva a maior responsabilidade em ser-se encarregado de educação de criança que provêem do outro seio familiar.

1.1 Importância duma boa atitude do encarregado de educação para com aprendizagem dos alunos.

A atitude dos encarregados de educação face a escola, é uma maneira de pensar acerca da escola e da acção destas junto daquela, principalmente ali onde estuda o seu educando. Essa atitude, constitui a posição que os encarregados de educação tomam perante a escola, perante a vida escolar presume-se no modo de proceder dos encarregados de educação, as tarefas de ensino e de aprendizagem bem como todo processo de formação e desenvolvimento da criança como personalidade e cidadão do país.

Esta actuação que toma os encarregados de educação torna-se decisiva na formação e desenvolvimento da personalidade. A atitude do encarregado de educação face á escola, prolonga-se no seio da família quer dizer que, a actuação dele deve ser permanente. Contudo, esses encarregados de educação não age como um elemento isolado de todo único, porque ele no seu singular como um indivíduo é parte integrante desse todo, a família, cujo membros estabelecem relações humanas e de acções conjuntas muito complexas e influenciem-se mutuamente sobre a criança.

A atitude de que nos referimos, é um complexo de relações que se vice em comum. O encarregado de educação na família actua como um regulador dessas influências.

Portanto a função social do encarregado de educação não é estática, mas cresce cada vez mas na sociedade na medida em que cresce a função social da família na mesma sociedade.

Nesta base, é de facto possível pensar-se que os encarregados de educação compreendem já essa sua missão de colaboradores da escola e de orientadores do educando na tarefa de aprendizagem, numa totalidade considerável? Pensamos que ainda não. Contudo as escolas cabe-lhes a função de conduzir todas as forças educativas da comunidade de forma organizada a obter uma educação harmoniosa dos cidadãos na escola e fora dela. É pesada missão mas honrosa.Com efeito, pode-se interrogar sobre a sua capacidade deve realizar essa tarefa. É de reconhecer que a escola da comunidade não tem nem pode ter a capacidade de concretizar essa grande intenção. Necessita pois de colaboração de outros factores educativos. Partindo deste pressuposto, a função dos encarregados de educação não termina a partir do momento em que a criança vai para a escola. Nisto radica a importância da atitude assumida pelo encarregado de educação face á escola. Essa importância não se determina apenas pelo facto da criança estabelecer os primeiros contactos com os adultos que a rodeiam, mas pelo facto de o encarregado de educação ser o auxiliar activo e colaborador indispensável da escola na sua função educativa-instrutiva.

A importância da atitude do encarregado de educação é dada ainda pela razão de, ele ser um facto poderoso de influência porque reflecte objectivamente a colaboração entre a escola e família de ponto de vista dos encarregados de educação. Esta colaboração no processo do ensino-aprendizagem permite que o resultado escolar seja mas eficiente e por seguinte maior seja o aproveitamento escola.

Revelando uma atitude positiva, os encarregados de educação em operação com a escola contribuem para que os factores que afectam o aproveitamento escolar (alguns ou a maioria deles), sejam evitados, tais como:

A desmotivação face a aprendizagem;

O desinteresse;

O menosprezo pela escola e pela actividade do professor;

Eliminar as insuficiências organizativas na escola como sejam a criação e o funcionamento das estruturas auxiliares da escola (comissões de pais e brigadas de mães), criando assim as condições mínimas necessárias para o desenvolvimento de processo docente-educativo. Isto aumenta a capacidade de aprendizagem dos pequenos, pois que torna o ensino mais eficiente.

Deste modo, não se pode pensar que ao encarregado de educação compete apenas educar o comportamento moral (normas de conduta) na família e na escola apenas instruir. Não é benefício também conceber que a escola compete fazer tudo e função do encarregado de educação é apenas encaminhar a criança a escola. Portanto, estas são posições erradas que podem perigar o aproveitamento escolar dos alunos

1.1.2-Funçoes do encarregado de educação face a escola.

-Cooperação dos encarregados de educação com a escola.

A escola é a instituição educativa onde a criança em idade escolar, passa uma parte considerável do seu tempo sob a responsabilidade e tutela dos professores não só como docentes mas também como educadores.

A escola como parte da comunidade que tem por função representar os interesses do estado, da sociedade e como instituição social, económica, político e cultural do país. Essa participação é-lhe dada pelo facto de que a escola realiza a acção de educar a comunidade em correspondência com a necessidade de produzir homens capasses de realizar as tarefas de desenvolvimento económico e social preconizado para o país.

A escola de base é uma unidade do sistema de educação que tem a tarefa da formação da jovem geração sua tarefa fundamental é a de organizar e orientar bem o processo instrutivo e educativo dos alunos, fazer deles o cidadãos de amanha.

O lema «O PROFESSOR É UM COMBATENTE DA LINHA DE FRENTE», engloba todo um conjunto de elementos que compõe a estrutura geral da personalidade do professor. É sua personalidade que institui o instrumento fundamental das funções sociais do professor: ensinar e Educar. Pela sua importância, a escola de base tem um, papel que não pode ser subestimado. A sua função social é de alta responsabilidade e de difícil realização. Para a concretização do objectivo educativo a escola precisa da acção colaboradora dos outros factores educativos. Os pais e encarregados de educação são dentre outros os de importância fundamental.

Na sua acção colaboradora, estes tem deveres a cumprir junto da escola e dos seus educandos que reflectem as suas funções mais altas no processo educativo.

A cooperação dos encarregados de educação com a escola, resume-se no seguinte:

Ajudar os alunos a cumprirem os deveres escolares que devem ser feitos em casa;

Fornecer aos professores elementos necessários sobre a personalidade dos alunos para que os conheçam bem;

Ajudar os professores a vencerem as dificuldades de aprendizagem dos alunos, acompanhando permanentemente o seu rendimento e comportamento;

Realizar visitas de formas sistemáticas às escolas onde estudam os seus educandos para poderem aprecia-los em pleno funcionamento;

Participar nas reuniões, palestras, seminários e conferências que a escola programe com os encarregados de educação;

Fazer parte das comissões de pais e das brigadas de mães ou ainda participar nas actividades por estas programadas;

Participar activamente na vida da escola em prol do seu desenvolvimento;

As relações amistosas entre professores e encarregados de educação, facilitam a comunicação mais cordial, o conhecimento mútuo da obra educativa e ajuda destes últimos torna-se multifacetica, permitindo que as crianças possam viver permanentemente esta vinculação.

Só com estes pressupostos a serem compridas, os encarregados de educação, expressam o seu reconhecimento a escola e o seu papel educativo-instrutivo. Esta aceitação favorece a troca de informações entre ambos.

Quando eles trabalham separados a sua actividade pode ser cega, desorientada e talvez mesmo destrutiva. Ignoram-se as circunstâncias e os objectivos não coincidem. Este é o elemento número um para o professor dirigir e desenvolver o processo docente-educativo.

Esta atitude não se forma em muitos casos por si só, espontaneamente. A escola tem uma importante tarefa a de instrução pedagógica dos encarregados de educação e pais. Pois ele ocupa a posição principal (central) do processo educativo-instrutivo. Por isso a ele compete:

Instruir pedagogicamente os encarregados de educação, instruindo-os sobre o trabalho com alunos em casa.

Criar as comissões de pais como forma de integrar os encarregados de educação na acção educativa e nas tarefas escolares.

Realizar reuniões, seminários, palestras e conferencias para ajuda-los a adquirir os conhecimentos essenciais de educação dos filhos e educando e sobre o processo de ensino-aprendizagem;

Criar um bom ambiente para atrair os pais e encarregados de educação a escola, utilizando técnicas diversificadas de forma a elevar o prestigio da escola;

Informar periodicamente os encarregados de educação sobre o rendimento dos seus educandos.

O reconhecimento a escola no aspecto mas profundo, constitui a base de cooperação entre os encarregados de educação e os professores. Esta cooperação não devera a ser apenas de forma individualizada. Terá maior significado se for expressa através de uma participação organizada dos pais e encarregado de educação, enquadrando-se em comissões de pais nas suas actividades, bem como através do apadrinhamento das escolas pelas empresas.

Estas formas garantem a maior vinculação da escola com a família, tornam o processo docente-educativo mas eficiente, melhor organizado e direccionado o que se reflecte positivamente no aproveitamento escolar. Para tornar isto claro, Mauco dizia:. as dificuldades escolares podem ter múltiplas origens. E mas adiante dizia: compete aos educadores, professores e pais. descobrir estes elementos sem esquecer a sua influência, que, em muitos casos determina as reacções da criança.

Dai a necessidade da escola e dos encarregados de educação colaborem estreitamente a fim de realizaram com êxito a tarefa que lhes é comum e para aumentar a eficiência do processo docente-educativo.

Exigências do encarregado de educação face a aprendizagem do aluno

A teoria do ensino refere que aprendizagem é a forma específica da actividade do aluno, na qual se confronta com as exigências do programa. O seu objectivo consiste na preparação do aluno para ser um participante activo da vida dos pais, adquirindo conhecimentos, capacidades, hábitos e atitudes. Quer dizer que, a sociedade fixa objectivos e exigência cuja materialização permite assimilação das experiencias sociais de produção de uma dada formação económico-social.

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(1). Georges Mauco- A educação afectiva e caracterial da criança. IV- A família e a escola. O papel dos pais e dos professores nas dificuldades escolares. A procura das origens das dificuldades escolares. P.278. Livros horizontes. Lda. B.E.P. 2ª ed. Maio.

O objectivo da aprendizagem no nosso país, consiste precisamente na aquisição dos conhecimentos, capacidades, hábitos e atitude da personalidade nova, para cumprir com as exigências expressa pela sociedade Angolana.

O processo de aprendizagem com actividade do aluno é um sistema de acções dirigidas a assimilação da teoria e da prática social. Isto exige de facto que no ensino de novo carácter, o aluno seja um participante activo. Por isso é que a didáctica progressiva considera o aluno como sujeito e objecto da sua educação.

O professor exerce a função de dirigir o processo de aprendizagem do aluno, daqui que o ensino e aprendizagem existem no processo de ensino numa unidade indestrutível. Importa salientar que o professor não age isoladamente, senão, não seria suficiente ao aluno (o novo homem) assimilar a prática social uma vez que aprendizagem no seu aspecto lato realiza-se na interacção com o meio social.

Os encarregados de educação como integrantes das forças educativas e colaboradores activos de 1ª mão da escola, exercem um papel dinâmico e de destaque na concretização da actividade de aprendizagem dos alunos. A sua atitude fácil a actividade de aprendizagem do aluno, seu educando, é caracterizada por uma posição exigente, coerente, permanente e eficiente, que se expressa por um acompanhamento constante.

Esta posição e exigência devem estar bem enquadradas em cada momento, em cada situação concreta. Será sempre necessário ao encarregado de educação saber como e quando devem agir em face da tarefa de aprendizagem do seu educando. Perante uma criança com dificuldades de aprendizagem, o encarregado de educação, como primeira medida, deve conhecer a opinião do professor sobre o aluno, aconselhar-se ao mestre e depois tomar medidas que vier ajudar o aluno com acções e tarefas adequadas. Perante o aluno sem dificuldades, também o encarregado de educação tem uma posição a tomar. Esta criação não deve ser votada ao abandono, porque não há criança por exemplo na 1ª classe totalmente isenta de dificuldades.

Todos os aprendizes requerem acções que visem consolidação dos conhecimentos adquiridos. A consolidação dos conhecimentos é uma exigência do processo de ensino- aprendizagem e que não deve ser realizada somente na aula.

Os encarregados de educação, tem a missão de cativar o aluno para aprendizagem, criar nele uma prontidão e atitude positiva face ao estudo.

A motivação de aprendizagem conduz a aquisição de conhecimentos, capacidades, hábitos e habilidades; conduz ao despertar do interesse e de sustentar a dedicação à tarefa de aprendizagem.

Para conhecer a tendência da motivação da criança é preciso saber observar toda a sua actividade espontânea desde muito cedo, na idade pré-escolar. Significa que o encarregado de educação, conhecendo os interesses e atitudes do seu educando, no jogo e outras actividades lúcidas pode direccionar melhor o surgimento e constância dos motivos de aprendizagens do seu petiz.

A actividade de aprendizagem como apropria acção consciente do saber e saber fazer exige altas qualidades de motivos de aprendizagens, pois estes reforçam a sua acção.

Motivar a criança para a tarefa de aprendizagem, sentido-se interessada a frequentar uma escola, enfrentar com satisfação a aprendizagem é tarefa de do encarregado de educação desde a idade pré-escolar ao período escolar. A esse respeito Lukoki disse: «Esta preparação deve ser psicológica, física, emotiva e muitas vezes também prática» (1). Esta preparação é realizada não só pelo professor, mas fundamentalmente pelo encarregado de educação no seio familiar.

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(1). Ambrósio Lukoki- conferências de pedagogia. Preparação da criança para a ida a escola, p.11.2ª, ed. Lubango, 1986

Conclusão

Portanto a tarefa de exercitar as faculdades mentais, de formar as habilidades e capacidades cabe ao professor que deve todavia, contar com ajuda dos pais e encarregados de educação a quem dá instruções e conselhos.

Dai a razão de que o encarregado de educação ao lado da tarefa da escola não deve amedrontar a criança em relação a escola, aos professores e aprendizagem é necessário mostrar sempre a criança que ela, é capaz, que deve ter confiança nas suas forças na escola, os professores e os colegas.

O encarregado de educação deve procurar compreender que as curiosidades da criança, fazem parte dos seus motivos e conduzem a satisfação dos seus interesses, Por isso é preciso entende-las.

Conclui-se que a escola e família, lhe estavam atribuídas tarefas importantes para a realização do processo educativo-instritivo. De um modo geral é que a concretização das exigência teóricas, no âmbito das tarefas atribuídas sob o ponto de vista de encarregado de educação e que dizem respeito a colaboração escola-familia estão ainda a quem do desejado, pese embora os esforços que se envidam por parte de algumas escolas.

Bibliografia

  • 1- Lei nº 13/01 – LEI DE BASES DO SISTEMA DE EDUCAÇÃ,O, D. R nº65 I serie de 31 de Dezembro, órgão oficial da Republica de Angola.

  • 2- Intervenção dirigida ao 7º conselho consultivo alargado do Ministério da Educação, de 8 a 12 de Setembro de 1981.

  • 3- Livro dos pais I e II, volume – horizonte pedagógico - Livro Horizonte Lda – Lisboa 1981, MAKARENKO Antony.

 

 

Autor:

Lidia Folo 

lidiafolo[arroba]yahoo.com.br



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