Escola jônica

2950 palavras 12 páginas
Escola Jônica
A escola Jônica originou-se em Mileto (uma das 12 cidades que formavam a Federação Jônica), na costa da Ásia Menor, que, por ser um centro mercantil, estava em contato constante com as antigas civilizações orientais. Pertencem a esta cidade os três primeiros filósofos: Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto e Anaxímenes de Mileto.
A escola jônica é também a primeira do período naturalista, preocupando-se os seus componentes com achar a substância única, a causa, o princípio do mundo natural vário, múltiplo e mutável. Essa escola floresceu colônias gregas de Mileto e Éfeso na Ásia Menor, durante todo o sec. VI a.C, até a destruição da cidade pelos persas no ano de 494 a.C.
Ainda outros filósofos nasceram na Jônia:
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Era o início da filosofia e do esforço humano em compreender o espetáculo da existência a partir da racionalidade.

ANAXIMANDRO DE MILETO

Nasceu na cidade de Mileto, Ásia Menor, atual Turquia, em 610 a.C. e faleceu em 545 a.C.
Foi geógrafo, matemático, astrônomo e político. Autor do primeiro mapa da história e iniciador da astronomia. Afirmou que a origem de todas as coisas seria o “Apeíron”, o infinito. O mundo se dissolveria nele também, pois é apenas um mundo dentre outros mundos.
Supôs a geração espontânea dos seres vivos e a transformação dos peixes em homens, imaginava a terra como um disco suspenso no ar.
Sucessor e discípulo de Tales, sua filosofia pode ser considerada como um desenvolvimento interno do raciocínio de seu mestre.
Desenvolveu como crítica à filosofia de Tales, as seguintes idéias:
- O ápeiron: o princípio de todas as coisas existentes não são os elementos água, ar, terra e fogo e sim o apeíron, que é o conteúdo da “arché”(origem de toda matéria).
Etimologicamente o termo “ápeiron”, compõe-se da partícula primitiva “a” e o termo “pêra” (limite, borda), e significa sem limites, porém pode adquirir diferentes sentidos negativos, conforme os diferentes parâmetros que definirmos para o limitado.
Se o modelo de limitado for a “água de Tales”, como determinação do arché, então o apeíron de Anaximandro será a negação filosoficamente da metafísica de Tales, pois a água sendo algo determinado não pode

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