OS TRES PARADIGMAS DA IMAGEM

3963 palavras 16 páginas
OS TRES PARADIGMAS DA IMAGEM

Este trabalho propõe a existência de três paradigmas no processo evolutivo de produção da imagem: o paradigma pré-fotográfico, o fotográfico e o pós-fotográfico. O primeiro paradigma nomeia todas as imagens que são produzidas artesanalmente, que dizer, imagens feitas à mão, dependendo, portanto, fundamentalmente da habilidade manual de um indivíduo para plasmar o visível, a imaginação visual e mesmo o invisível numa forma bi ou tridimensional. Entram nesse paradigma desde as imagens nas pedras, o desenho, pintura e gravura até a escultura. O segundo se refere a todas as imagens que são produzidas por conexão dinâmica e captação física de fragmentos do mundo visível, isto é, imagens que dependem de uma
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Isso quer dizer que o objeto, ou objetos, de uma representação ou signo pode ser qualquer coisa existente conhecida, ou que se acredita ter existido, ou que se separa de existir, ou uma coleção de tais coisas, ou também uma qualidade conhecida, ou relação, ou fato, ou ainda algo de uma natureza geral, desejado, requerido, ou invariavelmente encontrável dentro de certa circunstância geral.
Para Peirce, essa é a simplória definição de objeto, aquela que o confunde com uma “coisa”, pois o objeto é qualquer coisa que um signo pode denotar, a que o signo pode ser aplicado, desde uma idéia abstrata da ciência, uma situação vivida ou idealizada, um tipo de comportamento, enfim, qualquer coisa de qualquer espécie. É por isso que divisão das imagens baseada na oposição entre representação e simulação faz um sentimento muito parcial, uma vez que, no caso da simulação a imagem também é uma representação, ou melhor, é fruto de uma série de representações.
Se a noção que Couchot tem de simulação já parece limitada, a de representação também é só capaz de recobrir as imagens estritamente referenciais ou figurativas, o que nos leva a um beco sem saída, pois tal divisão do processo evolutivo das técnicas e artes da figuração deixa de fora todas as formas decorativas, formas puras, gestos puros, etc. que, de acordo com sua classificação, não são nem representativas nem simulativas.
A divisão estudada por Couchot é binária, de modo que a classificação dos três

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