Os benefícios da prática da educação física escolar aos alunos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

6116 palavras 25 páginas
OS BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR AOS ALUNOS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
RESUMO
O presente trabalho, de natureza qualitativa interpretativa, tematiza sobre os benefícios da Educação Física Escolar aos alunos que apresentam diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Trata-se de uma pesquisa realizada com professores e com os próprios portadores do transtorno, tendo como objetivo principal identificar e analisar de que maneira a prática de Educação Física Escolar pode contribuir para amenizar os efeitos do TDAH , além de identificar como é percebido o déficit pelos professores e a metodologia que utilizam. O trabalho de campo foi realizado em duas escolas da rede
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Para Toplak et al. (2005), a criança portadora de TDAH, demonstra com mais precisão as características da doença em idade escolar, e sendo assim, a compreensão do TDAH, é importante para preparar o professor para lidar melhor com seus alunos e ser capaz de diferenciar a hiperatividade de um comportamento indisciplinado.
O próprio amadurecimento do nosso conhecimento através da realização da pesquisa evidenciou que a ação pedagógica do professor não pode ser definida isoladamente senão em contato com médicos e terapeutas que fazem o tratamento da criança hiperativa e/ou desatenta, uma vez que condutas diferenciadas devem ser assumidas em cada caso particular.
Para Bastos (2003) é provável que o maior problema em relação ao TDAH esteja no fato de que o conhecimento sobre esta patologia ainda é muito pequeno na população leiga e até mesmo nas áreas médica e psicológica. Por isso, muitas das pessoas com TDAH passam uma vida inteira sendo acusadas injustamente de mal-educadas, preguiçosas, loucas, temperamentais, etc... quando na verdade são portadoras de uma síndrome que as fazem agir dessa maneira e que sem a ajuda de especialistas, também não entendem o porquê de serem “diferentes”.
Já Rohde apud Campos (2003), acredita que as dificuldades em identificar o quadro são basicamente uma questão educativa, de falta de preparo profissional, uma vez que o diagnóstico é clínico

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