Variações Linguistcas

3662 palavras 15 páginas
Questões – Variantes lingüísticas –

1. UFTM - Sobre a tira, analise as afirmativas. I - Pode-se identificar, no último quadrinho, a fala de um nordestino, exemplo de variedade lingüística regional.
II - É apresentada uma visão estereotipada de uma fala que suprime, quase sempre, as sílabas finais das palavras.
III - A fala no último quadrinho retoma o exemplo dado no terceiro quadrinho, tornando-se mais inteligível.
IV - O produtor da tira usou seu conhecimento das variedades lingüísticas existentes entre as regiões do país para produzir efeitos de humor.
Estão corretas as afirmativas
A) I, II e III, apenas.
B) II, III e IV, apenas.
C) I, III e IV, apenas.
D) II e IV, apenas.
E) I, II, III e IV. 2. A
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Todas as línguas apresentam variantes: o inglês, o alemão, o francês, etc. Também as línguas antigas tinham variações. O português e outras línguas românicas provêm de uma variedade do latim, o chamado latim vulgar, muito diferente do latim culto. Além disso, as línguas mudam. O português moderno é muito distinto do português clássico. Se fôssemos aceitar a idéia de estaticidade das línguas, deveríamos dizer que o português inteiro é um erro e, portanto, deveríamos voltar a falar latim. Ademais, se o português provém do latim vulgar, poder-se-ia afirmar que ele está todo errado.
A variação é inerente às línguas, porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam numa região ou noutra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade lingüística serve para marcar a inclusão num desses grupos, dá uma identidade para seus membros. Aprendemos a distinguir a variação. Quando alguém começa a falar, sabemos se é do interior de São Paulo, gaúcho, carioca ou português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situação informal, mas não em ocasiões formais. Saber uma língua é conhecer variedades. Um bom falante é "poliglota" em sua própria língua. Saber português não é aprender regras que só existem numa língua artificial usada pela escola.
As variantes não são feias ou bonitas, erradas ou

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