A metodologia do colégio sesi aplicada as disciplinas de história e geografia artigo

6715 palavras 27 páginas
A METODOLOGIA SESI DE ENSINO: EXPERIÊNCIAS COM DIFERENTES DINÂMICAS APLICADAS AO ENSINO DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA

Genaro Luiz Hamermüller [1]
Luíz Fernando Lopes ²

RESUMO

A fluência das tecnologias aplicadas às mais diversas áreas permite visualizar, ler ou ouvir a informação em tempo real. Os conhecimentos sociais historicamente produzidos nas/pelas sociedades estão disponíveis em rede assim como a produção de novas ferramentas e saberes, possibilitando seu uso para os mais diversos fins. Esse formato de sociedade exige novos sujeitos que devem ser preparados para desempenhar os papéis sociais, quer seja do ensinar, do aprender ou do fazer. Mas, o formato didático pedagógico utilizado pela educação sistematizada está em
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Assim, temos que aprender, mesmo que minimamente, a linguagem local ou do grupo vislumbrado. Não é na sala de aula que isto se fará diferente, uma vez que o educando é portador de uma linguagem específica, atual, própria, jovial e geralmente virtual, que se revela em suas práticas e relacionamentos transpostos para a sala de aula. O professor que trabalha com esse sujeito atual deve ser um pesquisador, porém, atento para não transformar seus aprendizados em verdades absolutas impostas ao seu aluno. Ele deve criar possibilidades para que o aluno acrescente as informações de que é portador aos conhecimentos científicos adquiridos, que integrados formarão uma base alicerçada a qual resultará em maiores índices de aceitação, satisfação e aprendizado. Para Freire (1996) a formação intelectual do profissional pesquisador deve ser revertida em conhecimento para o aluno de forma mais abrangente ou acessível, assim: O intelectual memorizador, que lê horas a fio, domesticando-se ao texto, temeroso de arriscar-se, fala de suas leituras quase como se estivesse recitando-as de memória – não percebe, quando realmente existe, nenhuma relação entre o que leu e o que vem ocorrendo no seu país, na sua cidade, no seu bairro. Repete o lido com precisão, mas raramente ensaia algo pessoal. Fala bonito de dialética, mas pensa mecanicistamente.

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