Fichamento do capitulo 4, livro morfossintaxe - carone, flávia de barros.

4309 palavras 18 páginas
Tipos Frasais

O termo frase tem uma abrangência muito grande, o que o torna pouco preciso. Ficaremos, aqui, com a concepção de frase como unidade de comunicação.
Mas o que nos interessa, no momento, é considerar as diversas estruturas que nos permitem "instalar a bandeira da frase".

Interjeições

As interjeições não são um tipo de vocábulo, embora a gramática oficial se aferre à tradição e as considere uma décima classe de palavras. Não são vocábulos porque, não se constituindo de morfemas, desconhecem a articulação mórfica (primeira articulação); apresentam apenas a articulação fonológica (segunda articulação) e, por vezes, até configurações fonemáticas insólitas na língua.
As interjeições são, na verdade um tipo rudimentar de
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Dois recursos estão a seu dispor para que ela possa operar essas diferenciações: as palavras instrumentais e a colocação (das palavras no sintagma, e dos sintagmas na oração).

Palavras instrumentais

São as preposições, as conjunções subordinativas e os pronomes relativos. Mas exercem, sim, importante função gramatical, especificamente sintática, visto que são fatores de conexão em várias circunstâncias articulatórias.
A preposição articula-se com um substantivo (ou qualquer outro valor substantival), constituindo com ele uma unidade sintática, o sintagma preposicional (SP):

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Uma vez estruturado o SP, a preposição opera a conexão do conjunto com um termo exterior ao sintagma, pois ela é um gramema exofórico.

O que a preposição faz com o substantivo, a conjunção subordinativa faz com o verbo: articula-se com ele, formando um verdadeiro sintagma conjuncional, que é a oração subordinada, e operando em seguida a articulação do conjunto oracional com um termo exterior, pertencente a outra oração — pois a conjunção também é um gramema exofórico.

O pronome relativo é um termo de dupla face, o que sua denominação já diz: na condição de nome, comporta-se como substantivo {que, o qual) ou adjetivo (cujo), podendo exercer, dentro de sua oração, as funções próprias dessas classes; como relativo, tem exatamente o comportamento das conjunções subordinativas, que acabamos de ver. E mais: sendo

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