1ª concepção filosofica

2064 palavras 9 páginas
Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

Não se trata de um conceito abstrato. É necessário observar que filósofos como Sartre e Schopenhauer buscam, em seus escritos, atribuir esta qualidade ao ser humano livre. Não se trata de uma separação entre a liberdade e o homem, mas sim de uma sinergia entre ambos para a auto-afirmação do Ego e sua existência. E na equação entre Liberdade e Vontade, observa-se que o querer ser livre torna-se a
…exibir mais conteúdo…

A ação humana é contingente, espontânea e refletida. Ou seja, ela é tal que poderia ser de outra forma (nunca é necessária) e por isso, contingente. É espontânea porque sempre parte do sujeito agente que, mesmo determinado, é responsável por causar ou não uma nova série de eventos dentro da teia causal. É refletida porque o homem pode conhecer os motivos pelos quais age no mundo e, uma vez conhecendo-os, lidar com eles de maneira livre.
[editar] Schopenhauer

Para Schopenhauer, a ação humana não é, absolutamente, livre. Todo o agir humano, bem como todos os fenômenos da natureza, até mesmo suas leis, são níveis de objetivação da coisa-em-si kantiana que o filósofo identifica como sendo puramente Vontade.

Para Schopenhauer, o homem é capaz de acessar sua realidade por um duplo registro: o primeiro, o do fenômeno, onde todo o existente reduz-se, nesse nível, a mera representação. No nível essencial, que não deixa-se apreender pela intuição intelectual, pela experiência dos sentidos, o mundo é apreendido imediatamente como vontade, Vontade de Vida. Nesse caso, a noção de vontade assume um aspecto amplo e aberto, transformando-se no princípio motor dos eventos que sucedem-se na dimensão fenomênica segundo a lei da causalidade.

O homem, objeto entre objetos, coisa entre coisas, não possui liberdade de ação porque não é livre para deliberar sobre sua vontade. O homem não escolhe o que deseja, o que

Relacionados

  • Questionário de filosofia 3ºsem dir. unip
    5279 palavras | 22 páginas
  • História da enfermagem ( período florence)
    1536 palavras | 7 páginas
  • Hobbes – a necessidade de um estado soberano
    3305 palavras | 14 páginas
  • Psicologia – behaviorismo e concepção ambientalista
    854 palavras | 4 páginas
  • A ética de friedrich nietzsche
    7043 palavras | 29 páginas
  • COMPETENCIAS PROFISSIONAIS NO MUNDO MODERNO
    970 palavras | 4 páginas
  • Fichamento reinaldo pontes
    945 palavras | 4 páginas
  • Breve historia da sociologia
    872 palavras | 4 páginas
  • Conhecimento e verdade
    1257 palavras | 6 páginas
  • Questões sobre os pré-socráticos
    2504 palavras | 11 páginas