Avaliação da agressividade de abelhas africanizadas (apis mellifera) asssociada à hora do dia e a temperatura no município de Mossoró - Rn

  1. Resumo
  2. Introdução
  3. Revisão de literatura
  4. Material e métodos
  5. Resultados e discussão
  6. Conclusões
  7. Literatura citada

RESUMO

Com o crescimento expressivo da atividade apícola no nosso país, têm-se ocorrido muitos acidentes envolvendo o ataque de abelhas africanizadas as pessoas que as manejam, embora não existam dados epidemiológicos oficiais que confirmem as observações feitas na prática diária (Melo et al, 2004). Por isso cabe a nós técnicos desenvolvermos e adaptarmos técnicas para superar obstáculos como à agressividade de nossas abelhas.Com o objetivo avaliar o nível de agressividade de abelhas africanizadas em função da hora do dia, associado à temperatura, bem como verificar o melhor período para manejar as colméias no município de Mossoró, RN. A pesquisa foi realizada em apiários no distrito de Senegal no município de Mossoró – RN, A agressividade será medida pelo método de Stort (1974); adaptado por SOUZA & LEAL (1997); onde serão feitas as seguintes observações: Tempo para ocorrer a primeira ferroada em uma bola de camurça de 3 cm de diâmetro de coloração preta; Número de ferrões deixados na bola de camurça, durante os primeiros 60 segundos de teste; Distancia que as abelhas perseguem o observador, após esse começar a andar se afastando da colônia em velocidade normal, 60 segundos depois que a bola de camurça foi apresentada. Por fim, levando em consideração todos os aspectos considerados dentre os horários avaliados, o de 7:00 às 9:00 horas mostra uma menor agressividade das abelhas sugerimos ser este o mais adequado para o manejo das colméias.

Palavras Chaves: Agressividade; Abelhas, Apis mellifera.

SUMMARY

With the expressivo growth of the apicultural activity in our country, many accidents have been occurred involving the attack of africanized bees the people who manejam them, even so do not exist given official epidemiologists who confirm the comments made in practical the daily one (Melo et al, 2004). Therefore technician fits we to develop and to adaptarmos techniques to surpass obstacles as to the aggressiveness of ours abelhas.Com the objective to evaluate the level of aggressiveness of bees africanized in function of the hour of the day, associated with the temperature, as well as verifying the best period to manejar the beehives in the city of Mossoró, RN. The research was carried through in apiários in the district of Senegal in the city of Mossoró - RN, the aggressiveness will be measured by the method of Stort (1974); adapted for LOYAL SOUZA & (1997); where the following comments will be made: Time to occur the first sting in a suede ball of 3 cm of diameter of black coloration; Number of ferrões left in the suede ball, during first the 60 seconds of test; Distancia that the bees pursue the observer, after this to start to walk if moving away from the colony in normal speed, 60 seconds later that the suede ball was presented. Finally, taking in consideration all the aspects considered amongst the evaluated schedules, of 7:00 to the 9:00 hours show a lesser aggressiveness of the bees suggest to be this the most adjusted for the handling of the beehives.

Words Keys: Aggressiveness; Bees, mellifera Apis.

1-INTRODUÇÃO

Os insetos são os animais mais numerosos e amplamente distribuídos no planeta, constituindo-se nos principais invertebrados capazes de sobreviver em ambientes secos e úmidos e que podem voar. A classe dos insetos é composta por mais de 675 mil espécies conhecidas. Nela se encontra, além de outras ordens, a ordem Hymenoptera onde estão incluídas as abelhas (CHAUD-NETTO et al., 1994). As abelhas pertencem a super família Apoidae, composta aproximadamente de 20 mil espécies.

No gênero Apis encontram-se quatro espécies e dentre essas existem várias subespécies como: Apis mellifera ligustica Spinola, 1806, Apis mellifera Linnaeus, 1758, Apis mellifera carnica Pollmann, 1879 e Apis mellifera caucasica Gorbachev, 1916, que já habitavam a América do sul, antes de chegar a Apis mellifera scutellata, sendo essa ultima originária de África (GONÇALVES, 1994).

A apicultura começou no Brasil em 1839 com a introdução das abelhas alemãs Apis mellifera, pelo Pe. Antonio Carneiro no Estado do Rio de Janeiro. A partir dessa data, várias outras introduções foram feitas, principalmente de subespécies de origem européia como A.mellifera ligustica e A.mellifera carnica. Em 1956 foi feita a introdução da Apis mellifera scutellata, a abelha africana, o que resultou na africanização de toda a nossa apicultura (NOGUEIRA-NETO, 1972). Com essa africanização surgiram alguns problemas como o aumento de agressividade e a maior propensão das abelhas a enxameação (KERR, 1984). No Brasil a apicultura sofreu muito nos primeiros anos com as abelhas ditas africanizadas, ou seja, mestiças de Apis mellifera scutellata e Apis mellifera ligustica principalmente, porque não havia técnicas adequadas para manejá-las. As abelhas africanas são muito mais produtivas resistentes a doenças, ao ataque de inimigos naturais e extremamente agressivas, as mesmas conseguem passar todas essas características para seus descendentes, inclusive a agressividade (DE JONG, 1992).

A medida que ocorria a africanização, cada vez mais se sentia a necessidade de se estudar a biologia dessas abelhas e de se desenvolverem nova técnicas de manejo. A literatura internacional contribuía com poucos trabalhos, de forma que os técnicos, apicultores e pesquisadores brasileiros tiveram que buscar com seus próprios meios os novos conhecimentos. Com tudo as verdadeiras conseqüências da africanização das abelhas do Brasil foram o aprimoramento das técnicas apícolas e o aumento da produção. (STORT e GONÇALVES, 1994)

Com o crescimento expressivo da atividade apícola no nosso país, têm-se ocorrido muitos acidentes envolvendo o ataque de abelhas africanizadas as pessoas que as manejam, embora não existam dados epidemiológicos oficiais que confirmem as observações feitas na prática diária (MELO et al, 2004). Por isso cabe a nós técnicos desenvolvermos e adaptarmos técnicas para superar obstáculos como à agressividade de nossas abelhas.

Alguns trabalhos têm discutido a influencia das condições climáticas na agressividade das abelhas (STORT e GONÇALVES, 1979; BRANDEBURGO et al, 1979). Segundo Brandeburgo et al., (1982) o comportamento agressivo das abelhas africanizadas é influenciado pelas condições climáticas, principalmente pela umidade relativa do ar e temperatura.

A rapidez e a magnitude do crescimento dessa atividade na região semi-árida têm elevado significativamente a sua importância, pois está mudando o quadro sócio-econômico de alguns municípios, passando de complementar a principal, em relação aos aspectos de geração de renda para as famílias, o que vem estimulando os governos estadual e federal a demonstrar preocupação em apoiar a atividade e seus integrantes, através de políticas públicas. Daí a necessidade de realizarmos cada vez mais pesquisas nessa área tão importante do setor primário (VILELA, 2005).

O objetivo do trabalho é avaliar o nível de agressividade de abelhas africanizadas em função da hora do dia, associado à temperatura, bem como verificar o melhor período para manejar as colméias no município de Mossoró, RN.

2-REVISÃO DE LITERATURA

O grau de agressividade é muito variável, dependendo de uma série de fatores, principalmente o hereditário, ou seja, a raça, espécie, tipo de mestiçagem ou de hibridação, etc., das abelhas examinadas (VIEIRA, 1992). Dentre os fatores genéticos, a raça exerça um efeito de grade relevância. Testes de agressividade desenvolvidos pelo Prof. Dr. Antônio Carlos Stort, com abelhas africanizadas provam que estas são mais agressivas que as italianas (COUTO e COUTO, 2002).

Atualmente, no entanto, as africanizadas perderam, bastante, essa agressividade. Isso se deve, principalmente, aos sucessivos cruzamentos entre africanas e abelhas européias, bem como de seleção que os apicultores vêm fazendo durante todos esses anos, escolhendo as abelhas e as famílias mais mansas (VIEIRA, 1992).

Estudos realizados para observar a variação do comportamento agressivo das abelhas em função das horas de revisões revelam que a reação das abelhas à manipulação parece não ser uniforme, mostrando-se mais intensa no início, no meio e no fim do dia.

2.1 - Fatores que influenciam na agressividade

Além dos fatores genéticos é necessário conhecermos bem as outras condições que aumentam a agressividade das abelhas. Dentre eles podemos considerar: movimentação intensa nas proximidades da colméia, objetos ou roupas de lã felpudas, fatores climáticos como: vento, chuvas e tempo instável; idade da operaria, pois, quanto mais velha maior a sensibilidade ao feromônio de alarme e, portanto, mais agressiva; estado fisiológico das abelhas, já que sabemos que as operárias poedeiras são mais bravas (COUTO e COUTO, 2002); cheiros estranhos para elas, como os de perfume, desinfetantes, etc.; determinadas cores como preto e marrom, não saber manejar com as abelhas ou com a colméia, lidar com as colméias em dias impróprios, ficar na linha de vôo das abelhas em frente ao alvado, justamente quando elas, carregadas e já cansadas, tentam voltar à colméia; presença de animais perto do apiário, fazer um numero excessivo de revisões, excesso de fumaça ou sua aplicação incorreta (VIEIRA, 1992).

2.2 - Benefícios desse instinto

A agressividade é considerada por muitos apicultores como um forte aliado para se evitar roubo da sua produção e ainda vêem a vantagem de serem tolerantes a várias pragas e doenças que assolam a atividade em todo o mundo, mas não têm acarretado impacto econômico no Brasil.

2.3 - Práticas que reduzem a agressividade

Algumas atitudes realizadas através de políticas de incentivo a atividade e principalmente a transformação do papel do meleiro em apicultor foram muito importantes e contribuíram para a redução da agressividade das abelhas africanas, bem como para o crescimento e desenvolvimento da atividade, foram elas: a interação entre produtores e pesquisadores nos congressos e simpósios; a criação de concursos premiando novos inventos; a liberação de créditos para a atividade; a participação do País em eventos internacionais; o investimento em pesquisas; a criação da Confederação Brasileira de Apicultura em 1967; a especialização da atividade e a valorização progressiva de outros produtos apícolas além do mel.

3-MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi realizada em apiários no distrito de Senegal no município de Mossoró - RN, O município está situado na região semi-árida do Nordeste brasileiro, no Estado do Rio Grande do Norte, localizado pelas coordenadas geográficas 5o11'de latitude sul, 37o20'de longitude W. Gr. com 18 m de altitude, com uma temperatura média anual em torno de 27,50 C, umidade relativa de 68,9%, nebulosidade média anual de 4,4 décimos e precipitação média anual de 673,9 mm. Segundo classificação climática de Köppen, o clima de Mossoró-RN é do tipo BSwh', ou seja, quente e seco, tipo estepe, com estação chuvosa no verão atrasando-se para o outono (CARMO FILHO et al., 1987).

As colméias já estão instaladas nesse local desde 2001. Foram utilizadas 10 colônias de Apis mellifera (abelhas africanizadas), com população adulta e área de cria semelhante, sendo que cada colméia representa uma repetição, todas estão abrigadas à sombra de plantas nativas.

Os testes de agressividade foram realizados nos dias 29 e 30 de março e 20 e 24 de maio de 2005. Todas as colméias analisadas serão escolhidas aleatoriamente.

Os horários para aplicação dos testes foram nos seguintes intervalos de tempo: no inicio da manhã das 7: 00 às 9: 00 horas, ao meio dia e no início da tarde das 12:00 às 14:00 horas e no final da tarde das 15:00 às 17:00.

A agressividade será medida pelo método de Stort (1974); adaptado por SOUZA e LEAL (1997); onde serão feitas as seguintes observações:

1-Tempo para ocorrer a primeira ferroada em uma bola de camurça de 3 cm de diâmetro de coloração preta;

2-Número de ferrões deixados na bola de camurça, durante os primeiros 60 segundos de teste;

3-Distancia que as abelhas perseguem o observador, após esse começar a andar se afastando da colônia em velocidade normal, 60 segundos depois que a bola de camurça foi apresentada.

Devido à agressividade das abelhas, aplicamos fumaça nas colméias que não serão testadas, a fim de que as abelhas que perseguirem o observador sejam apenas as da colméia avaliada. À distância de perseguição das abelhas será medida pelo número de passos dado pelo observador, quando esse se afastar da colméia após o teste e posteriormente transformada em metros. Para cronometrar o tempo gasto para que ocorra a primeira ferroada e o tempo final usamos um cronômetro digital. Todas as observações serão associadas às temperaturas ambientais registradas nos horários de teste medidas com um termo-hidrógrafo. Transcorrido o tempo do teste o inimigo artificial foi colocado dentro de um recipiente para a posterior contagem dos ferrões.

Durante o período de coleta de dados mais de um observador será usado para a coleta dos tempos da primeira ferroada e final. Com base nos dados determinaremos o coeficiente de correlação que é uma medida da intensidade ou do grau de associação entre as variáveis analisadas. O método matemático para cálculo do coeficiente de correlação foi estabelecido por Karl Pearson, em 1896. Por essa razão é denominado Coeficiente de Correlação de Pearson. O programa usado para analisar os dados da correlação foi o SPSS.

4-RESULTADOS E DISCUSSÃO

O comportamento defensivo, o ataque em massa que as africanizadas apresentam, é responsável pela maioria dos problemas que ocorrem, é bem diferente do ataque das européias. As abelhas, após cerca de 15 a 20 segundos do inicio do ataque a um inimigo localizado na frente da colmeia, tornam-se muito bravas e saem em grande quantidade (mais de 200) do interior da colmeia voando para todos os lados e ferroando todos os animais que encontram pela frente. Além do maior numero de ferroadas, sua maior persistência em continuar o ataque ao inimigo, mesmo que se afaste da colmeia, também é bastante típico.(STORT e GONÇALVES, 1994)

Os dados coletados nas colônias africanizadas de Apis mellifera nos permite analisar os seguintes resultados:

4.1 - Tempo para ocorre a primeira ferroada na bola de camurça.

Os valores indicam que no período de 13:00 ás 17:00 as abelhas atacaram mais rapidamente com um tempo médio de 3,7 segundos (Tabela-1), esse tempo é muito aproximado do encontrado por Souza e Leal, 1992; a correlação foi positiva (0,01), mas não significativa. Segundo Brandeburgo citado por Stort e Gonçalves (1971), embora tenha existido colmeias que atacaram com 13,52 seg. no HI e 1,0 seg. no HIII, sendo esses tempos os extremos. O número de abelhas guerreiras e guardiãs influência positivamente no comportamento defensivo, devido nesse horário a grande maioria das abelhas estarem voltando do campo. Isso confirma o resultado encontrado, uma vez que, nesse intervalo de tempo havia um grande número de abelhas na entrada da colméia. A correlação encontrada entre os tempos para ocorrer a primeira ferroada no primeiro período de 7:00 as 9:00 foi negativa (- 0,12), embora não significativa. Essa correlação também foi encontrada por Souza e Leal, 1992.

Tabela 1. Tempo de ocorrência da primeira ferroada relacionada com o horário e a temperatura.

Tempo p/ 1ª ferroada (seg)

Temperatura ºC

Colônia

Horário *

 

Horário

 

I

II

III

 

I

II

III

A

10,56

1,85

2,34

29,7

34,5

35,3

B

9,48

1,9

01

31,0

34,4

34,2

C

3,52

03

6,84

32,0

38,0

33,9

D

13,52

2,8

01

33,3

37,5

33,2

E

8,56

1,46

12,5

33,1

34,5

32,8

F

12,34

4,46

4,32

36,4

39,2

33,0

G

5,38

10,36

2,07

39,0

35,9

32,5

H

11,32

5,54

1,97

37,0

35,6

31,8

I

13,18

3,58

03

33,9

38,4

34,0

J

5,48

3,19

2,30

36,0

36,4

30,0

Média

9,33

3,81

3,7

34,14

36,44

33,1

*H I - 7:00 às 9:00, HII - 10:00 às 12:00 e H III-15:00 às 17:00.

4.2 - Número de ferrões deixados na bola de camurça durante 1 minuto

Os valores indicam que no primeiro período de 7:00 às 9:00 horas, ocorreu em média um menor número de picadas 16,6; porém os horários HI e HIII apresentaram a menor e maior quantidade de picadas por colônia 6 e 36 respectivamente (Tabela 2), contudo, houve uma correlação negativa (-0,32), entre esse fator e a temperatura ambiente. O mesmo aconteceu no segundo horário (-0,06). No terceiro período (H-III) ocorreu uma correlação positiva (0,24), porém, não significativa, isso se deve ao retorno das abelhas campeiras para a colméia pois, sabe-se que estas, tendo maior idade são mais aptas a ferroar, o que incrementa a defesa da colméia. Isto discorda dos valores obtidos por Silva & Silva (1984), quando afirmam ser ao meio dia o horário de maior agressividade das abelhas.

Podemos averiguar que o maior número de ferrões em média foi de 22,7 no horário que compreende das 15:00 e 17:00 horas. (Tabela 2)

Tabela 2. Quantidade de ferrões relacionada com o horário e a temperatura.

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*H I - 7:00 às 9:00, HII - 10:00 às 12:00 e H III-15:00 às 17:00

4.3 - Distância em que as abelhas perseguem o observador

Foi observado que das 7:00 às 9:00 horas a perseguição é em média maior que nos demais horário chegando a alcançar 293,28 metros (Tabela-3), diferentemente do período (H III) de maior perseguição citado por Silva & Silva (1992), provavelmente devido ao tempo de exposição do inimigo artificial que foi de 1 minuto, ao contrário do tempo usado por estes autores (40 segundos). Vale salientar que no período da manhã quando as abelhas perseguiram mais o observador com uma colônia chegando a 358,4m, foi justamente a família observada no momento de temperatura mais alta 37°C, isso também ocorreu no final da tarde, quando a temperatura era de 35,3°C tivemos o pico de perseguição para todos os horários avaliados sendo esta de 360m. Entretanto, a correlação entre essa variável e a temperatura foi positiva para os horários H I e H III e negativa para H II. O período de menor perseguição foi H II com 201,76 metro.

Tabela 3. Distância em que as abelhas perseguem o observador relacionado as temperaturas nos horário I, II e III.

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*H I - 7:00 às 9:00, HII - 10:00 às 12:00 e H III-15:00 às 17:00.

Tabela 4. Correlações entre as características estudadas e as temperaturas ambientais nos horários.

Características

Correlação

(r)

H I

H II

H III

Tempo para primeira ferroada

-0,12*

0,15*

0,01*

Número de ferrões

-0,32*

-0,06*

0,24*

Distância de perseguição

0,06*

-0,18*

0,17*

* Não significativo a 1% de probabilidade.

5-CONCLUSÕES

    • Não existe correlação significativa a 1% de probabilidade entre os tempos para primeira ferroada e a temperatura ambiental nos três horários. Portanto, ocorreu um maior tempo para ocorrer a picada no período entre 7:00 e 9:00 horas.
    • O maior número de ferrões deixados no inimigo artificial e o menor tempo para ocorrer a primeira picada foi no terceiro horário H III. Não existe correlação significativa entre essas características e a temperatura.
    • Por fim, levando em consideração todos os aspectos considerados dentre os horários avaliados, o de 7:00 às 9:00 horas mostra uma menor agressividade das abelhas sugerimos ser este o mais adequado para o manejo das colméias.

6-BIBLIOGRAFIA

  1. BRANDEBURGO, M. A. M., GONÇALVES, L.S. e KERR, W.E. Effects of Brazilian climatic conditions upon the aggressiveness of Africanized colonies of honeybees. In: SOCIAL INSECTS IN THE TROPICS. Ed. Pierre Jaisson, Université Paris-Nord.1982, p.225 -280.
  2. CARMO FILHO, F.; ESPÍNOLA SOBRINHO, J.; AMORIM, A. P. Dados meteorológicos de Mossoró (janeiro de 1898 a dezembro de 1986).. Mossoró: ESAM/FGD, 1987. v. 341, 325p. (Coleção Mossoroense).
  3. CHAUD-NETO, J; GOBBI. ; MALASPINA, O. Biologia e técnica de manejo de abelhas e vespas. In: BARRAVIERA B. (Ed.). Venenos animais: Uma visão integrada. Rio de Janeiro: EPUC, 1994. Cap.12, p. 173-193.
  4. DE DONG, D. O impacto das abelhas africanizadas nas Américas. In: ENCONTRO BRASILEIRO SOBRE BIOLOGIA DE ABELHAS E OUTROS INSETOS SOCIAIS. Rio Claro-SP. Anais... São Paulo: Naturalia, 1992. p. 112-116.
  5. GONÇALVES, L. S. Africanização nas Américas, impacto e perspectivas de aproveitamento do material genético. In: CONGRESSO BRSSILEIRO DE APICULTURA, 9., 1992, Candelária-RS. Anais... Porto Alegre: UFGRS, 1994. p. 35-41.
  6. KERR, W. E. Biologia geral, comportamento e genética de abelhas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA, 5 e CONGRESSO LATINO-IBERO-AMERICANO DE APICULTURA, 3., 1984, Viçosa-MG. Anais... Viçosa: UFV, 1984. p. 109-116.
  7. NOGUEIRA NETO, P. Notas sobre a historia da apicultura brasileira. In: CAMARGO, J.M. F. (Ed). Manual de apicultura. São Paulo: Ed. Agronômica Ceres, 1972. p. 17-32.
  8. PEREIRA, F. M. et al. Sistema de produção, 3. Produção de mel. Campinas-SP: EMBRAPA. ISSN 1678-8818, jul./2003 (versão eletrônica). Disponível em: <http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/historico2.html>.Acesso em: 15 de mar. 2005.
  9. SILVA JR., P. G. P. et al. Acidentes causados por abelhas. Cadernos técnicos de veterinária e zootecnia, Belo Horizonte, n.44, p.113-117, UFMG, 2004.
  10. STORT, A.C. Genetical study of agresssiveness of two subspecies of Apis mellifera in Brasil. Some tests measure aggtressiveness. Journal of Apicultural Research. V.13, n. 1, p. 33-38. 1974.
  11. STORT, A .C.;GONÇALVES, L.S. A abelha africanizada e a situação atual da apicultura no Brasil. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE APICULTURA EM CLIMA QUENTE, 1978, Florianópolis-SC. Anais... Florianópolis: APIMONDIA, 1979. p. 155-172.
  12. STORT, A .C.;GONÇALVES, L.S. Africanização das abelhas Apis mellifera nas Américas .In: BARRAVIERA B. (Ed.). Venenos animais: Uma visão integrada. Rio de Janeiro: EPUC, 1994. Cap.3, p. 33-47.
  13. SOUZA, D.C.; LEAL, A. N. Agressividade de abelhas africanizadas associada à temperatura e hora do dia no estado do Piauí. In: SEMINÁRIO DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DO PIAUÍ, 7., 1992, Teresina,PI. Anais... Teresina: EMBRAPA MEIO-NORTE, 1997. p. 11-17.
  14. VILELA,S.L.O.Apicultura no semi-árido nordestino.Disponível em: <http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./natural/index.html&conteudo=./natural/abelhas/semiarido.html>.Acesso em: 16/maio 2005.

A meus pais José Francisco e Maria Augusta pela educação, incentivo, honestidade e pela confiança em mim depositada, durante todos esses anos de luta.

OFEREÇO

Aos meus irmãos Josilene, Gildevan e Jaqueline por todo carinho e amizade, que sempre me orgulharam, incentivando-me a vencer as dificuldades durante os anos que passaram.

A minha companheira e amiga Joseanny pelo carinho, paciência, respeito e cumplicidade que existe entre nós; e

A todos que promovem o bem.

DEDICO!

AGRADECIMENTOS

A Deus, o grande e verdadeiro responsável, não só por esses cinco anos de luta, mas sim por estar presente sempre em meu coração e ajudando-me a seguir em frente.

A todos que verdadeiramente acreditaram que eu era capaz e sempre me deram força e incentivo para continuar lutando.

Ao meu orientador, professor Patrício Borges Maracajá, que tanto contribuiu para a minha formação acadêmica e pessoal, assim como para a realização deste trabalho, com competência, atenção, dedicação e ensinamento. Nestes cinco anos de convívio.

Aos meus avós maternos pelo apoio, confiança e carinho que sempre me demonstraram.

A todos os meus familiares (tios, tias, primos e primas).

Aos meus amigos Luiz Ferreira, Marcelo Gurgel e Jailma que tanto me ajudaram na coleta e interpretação dos dados com toda paciência e atenção.

A todos os professores e funcionários da ESAM, que de uma forma ou de outra contribuíram para a minha formação profissional.

Aos amigos Armando Ferreira da Silva do SEBRAE e Roberto Vieira Pordeus por aceitarem fazer parte da banca examinadora da minha monografia.

A todos os colegas que conheci na ESAM. Especialmente os que residiram na casa 10 e a turma que concluiu em 2005.1.

MUITO OBRIGADO!

 

FRANCISCO JOZIVAN DO NASCIMENTO

Orientador:

PATRÍCIO BORGES MARACAJÁ

patricio[arroba]esam.br

Profesor de la ESAM

www.esam.br

em Brasil

Monografia apresentada à Escola Superior de Agricultura de Mossoró como um dos requisitos para obtenção do título de Engenheiro Agrônomo.

Mossoró

Rio Grande do Norte – Brasil

Maio de 2005


 
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